Trump confirma novo porta-aviões para substituir o posicionado no Médio Oriente há seis meses
O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou que um novo porta-aviões irá substituir em breve o USS Abraham Lincoln, no Médio Oriente há mais de seis meses, e do qual emergiram relatos de problemas de saúde mental e de abastecimento.
"Esse navio será substituído por outro semelhante", respondeu Trump na sexta-feira quando questionado sobre o assunto na Base Aérea de Andrews, em Maryland.
O novo navio a que Trump se refere deverá ser o USS George Washington, segundo várias fontes. Ambos são porta-aviões de propulsão nuclear da classe Nimitz.
O Presidente norte-americano referiu apenas que "o navio está em trânsito" para o Médio Oriente, onde o USS Abraham Lincoln se encontra desde janeiro, desempenhando um papel fundamental na guerra contra o Irão.
Estima-se que o USS George Washington, que se encontrava na quinta-feira no estreito de Malaca, na costa da Malásia, chegue à região nos próximos dias.
O Lincoln tem apoiado os ataques dos Estados Unidos ao Irão, e a sua missão incluiu um período recorde de mais de 240 dias ininterruptos no mar, incluindo seis meses no Médio Oriente.
Vários congressistas democratas têm pressionado o Departamento de Defesa (Pentágono) a prestar contas sobre as condições a bordo do porta-aviões.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, garantiu na quinta-feira que os relatos sobre a situação no porta-aviões foram "distorcidos" e reiterou que o Pentágono garante "que cada navio, cada tripulação e cada capitão têm tudo o que podem dar em todos os momentos", ainda que "algumas missões sejam mais longas do que outras".
Embora as hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão tenham diminuído nas últimas semanas, a Marinha norte-americana reimplantou o bloqueio aos portos iranianos no crucial estreito de Ormuz, e o Governo Trump não esclareceu como pretende pôr fim à guerra.
As missões prolongadas de porta-aviões durante o conflito com o Irão aumentaram as preocupações sobre o impacto nos militares em destacamentos longos, bem como sobre a crescente sobrecarga no navio e no seu equipamento.
A Marinha admitiu que o conflito criou um "ambiente altamente disputado, onde os centros de abastecimento tradicionais no Médio Oriente foram afetados pelas ações de combate".
A situação, por sua vez, levou à escassez e à perda de correspondência a bordo do porta-aviões, admitiu a Marinha em comunicado.
Surgiram ainda relatos de que os marinheiros a bordo do Lincoln estão a enfrentar problemas de saúde mental.
A Marinha garantiu em comunicado que "não observou um aumento de ideações ou tentativas de suicídio a bordo do navio", mas as autoridades recusaram-se a fornecer dados, alegando questões de segurança operacional e privacidade dos doentes.